Meu quarto
No tórrido calor do verão,
abri a janela do meu quarto
Deixei o vento quente entrar,
batendo no meu peito vestido em pele
As margaridas brincavam lá fora
Eu podia ouvir crianças sorrindo
mas minha visão já estava falhando
Não podia mais ver o hospital do outro lado da rua
Rastejei pelo quarto,
baguncei o lençol,
2 ou 3 dobras, no máximo
Parei, inerte, no teto do quarto
Com a cabeça pra baixo,
meus pulmões não sofriam tanto
Me distrai e me senti feliz
Logo que foi percebida a minha nova diversão
Os donos da casa, acreditaram que o melhor a fazer
era tirar as coisas do meu caminho
Para que eu pudesse rastejar melhor pela parede
Tiraram o armário,
a estante,
meu quadro amarelado
Enquanto eu me escondia,
embaixo da cama,
que logo foi levada também
Eu, já não precisava mais desse quarto humano
Minha metamorfose estava por se completar
Me julgam feliz, e pensam que podem me ajudar
Fazendo coisas que acreditam ser melhor pra mim
Não me compreendiam mais
Meus gestos já não diziam nada
Minha fala estava bloqueada
A liberdade que eu buscava estava numa prisão,
no meu quarto
Que tantas vezes havia me abrigado,
ouvido meus gritos
Agora eu estava condenado a ele
Eu posso ser feliz no meu casulo
Enquanto a humanidade não puder me tocar
*plágio de "A Metamorfose", de Kafka
abri a janela do meu quarto
Deixei o vento quente entrar,
batendo no meu peito vestido em pele
As margaridas brincavam lá fora
Eu podia ouvir crianças sorrindo
mas minha visão já estava falhando
Não podia mais ver o hospital do outro lado da rua
Rastejei pelo quarto,
baguncei o lençol,
2 ou 3 dobras, no máximo
Parei, inerte, no teto do quarto
Com a cabeça pra baixo,
meus pulmões não sofriam tanto
Me distrai e me senti feliz
Logo que foi percebida a minha nova diversão
Os donos da casa, acreditaram que o melhor a fazer
era tirar as coisas do meu caminho
Para que eu pudesse rastejar melhor pela parede
Tiraram o armário,
a estante,
meu quadro amarelado
Enquanto eu me escondia,
embaixo da cama,
que logo foi levada também
Eu, já não precisava mais desse quarto humano
Minha metamorfose estava por se completar
Me julgam feliz, e pensam que podem me ajudar
Fazendo coisas que acreditam ser melhor pra mim
Não me compreendiam mais
Meus gestos já não diziam nada
Minha fala estava bloqueada
A liberdade que eu buscava estava numa prisão,
no meu quarto
Que tantas vezes havia me abrigado,
ouvido meus gritos
Agora eu estava condenado a ele
Eu posso ser feliz no meu casulo
Enquanto a humanidade não puder me tocar
*plágio de "A Metamorfose", de Kafka

2 Comments:
Eu nem sabia que tu tinha escrito isso ai e tu lembra do nosso papo de hoje de meio-dia? ta loco... sem comentários neh....
By
Anonymous, at 7:29 AM
esse ficou divino. até salvei aqui.
parabéns jéfinho. :)
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Anonymous, at 6:45 AM
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