Agridoce

Wednesday, June 29, 2005

Ele gritou em silêncio, mas seu grito, podia ser ouvido a alguns quarteirões, pra quem quisesse ou pudesse ouvir.
Tentou novamente, ninguém o escutou, ninguém, nem os fantasmas que ali jaziam. Ele flutuou para algum lugar diferente, e gritou, em vão, aquela sala estava vazia demais, as únicas vozes que ele podia ouvir era seu próprio eco, que batia nas paredes tristes e retornava para sua cabeça, onde podia brincar com seus pensamentos e correr livre por entre o jardim de espinhos.
Ele desistiu. Ficou no seu canto escuro e frio, naquela sala.
Derrepente, um pássaro negro apareceu na janela.
Por algum tempo aquele pássaro era a única coisa que ele tinha, seus pensamentos começaram a se dividir e sua atenção foi dividida igualmente. Mas aquilo era pouco, ele queria mais, ele precisava de mais.
Mandou o pássaro procurar nos arredores pessoas que fossem como ele, que podiam entender seu pensamento e até ouvir sua voz.
Depois de alguns anos o pássaro regressou. Mas, não trouxe nada consigo. Isso não o surpreendera, afinal, ele sabia que não existiria alguém como ele, e que, mais uma vez, seria somente ele e o pássaro.
Deitou-se na cama e voltou ao seu sono profundo.
A aula de hoje foi chata.

Thursday, June 16, 2005

Amo a sua vida

Eu sei, minha vida não encanta ninguém
Você pode até pensar em mim
Mas em quem você pensa antes de dormir?
Quem é o dono dos teus sonhos?
Aquele que salva-te do mal?
Não sou eu...

Eu sei, você não sente minha falta
Mas, quem sabe um dia
Eu ligue pra dizer " bom dia"
Ou simplesmente " Adeus"

eu amo sua vida...

Monday, June 06, 2005

Um Simples Mentiroso

Eu, eu sou o cara errante
O incompreendido
O jovem perdido
Sem razões pra reclamar

Eu, sou aquele ser chato
O menimo esquisito
Aquele sem amigos
Mas não por escolha

Eu sou o fingido
O herói e o bandido
A flor e o espinho
Sem ninguém para amar

Eu, eu sou aquele preguiçoso
O cara orgulhoso
Um idiota mentiroso
Que só sabe reclamar

Nunca fui o preferido de ninguém
E tb nunca quis ser
Eu sou o primeiro a correr
E o último a vencer

Eu! Eu sou o cara que foi comprar cigarro e nunca voltou
Eu sou o cara
Que nunca te amou!

Sou o que eu escolher
Sou tudo que posso ser
Sou tudo que quero ser
Sou um simples mentiroso