Agridoce

Monday, February 27, 2006





Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia


Tuesday, February 21, 2006

Acordando

Menina da cara inchada
E os olhos vermelhos
Cansada está
E sereno é seu pensamento

Deita e sonha pequena
Encontra lá quem tu queres
E se faça em deletérios amorosos
Busque-se em si

Escondida em pensamentos inconscientes
Atrás de um lápis nos olhos
E um cabelo moderninho
Esse jeitinho, eu conheço.

Eu sei, você tem medo.
E rir é melhor que chorar – gargalhe
Silêncio, ela está acordando...
(Eu deveria pensar mais baixo)

Coração





Coração bagual descansa em peito aberto
Ressonante e viril,
indiscreto
Reto, curvo, aleijado
Bate sem saber o porquê
E sem que eu permita
Ele deixa a vida passar por mim, sem eu ver
E me pego cego, velho e sujo
Enquanto escuto um barulho
Que eu não sei de onde vem

Angústia

Tranco minha respiração
Tento morrer por um segundo
Fecho os olhos, abro-os lentamente.
Vejo a cortina rasgada,
Ainda estou no meu mundo
Golpeio meu estômago
E arranco algumas gotas de sangue & suco gástrico
Vômito, cheiro de urina.
Rins podres
Uma lâmina no chão
Sangue, sujeira
Tenho que varrer a casa

Ironia

Retalhei meu rosto com pequenas lâminas
E rabisquei linhas com pequenas palavras
Nem tudo o que eu penso faz sentido
Mas parece tão real...
Golpeio meu pulso
E me faço em sangue
Mergulho em minha mente torta
E me afogo
-Respire! Bata a cabeça na parede!-
Me ajude a respirar
Eu preciso, eu quero viver.
Eu não acredito em mim.

Tuesday, February 07, 2006

Cara Valente





Quis eu ser um cara valente
Que tanto me perdi
Em becos escuros
Segredos mal contados

Em medos, me encontro
Me afogo, me ouço
Um cara que grita sem parar
Mas sequer, abre a boca

Está tudo na mente

Essa coragem que não se vê
Essa falta de não ter
Esse intangível ser
Mas eu só tento ser

Um cara valente

Um desespero sutil
Afavel obsessão
Pra encontrar o que perder
E não querer o que temer

Nem em mim, vejo tal força
Me diga se isso faz bem
Ter coragem pra dizer
Aquilo que se pensa

Ímpar

Eu me faço um par
Sozinho vai ser bem melhor
Te esquecer
Pra eu saber
A falta que tu faz
Pra mim, aqui
Ter o longe tão perto assim

E desfaço um nó
Na garganta arranhada
De tanto gritar
O pouco que se fez
É o muito que desfaz

Um par
Que eu não quero ser
Só mais um par
Na sua estante pra escolher
Eu não acho que fico bem
Assim, pra ti