Agridoce

Monday, December 19, 2005

artificial

Água sanitária, rins, gosto de sangue
Meu corpo amarelo, morto no chão
Cheiro ruim, flores de plástico
Um mundo artificial tão encantador
Um sorriso sem graça
Gargalhadas irônicas
A morte me encanta, e não tenho mais medo
Vou além, e me perco
Eu não sei parar.
Me divirta, brinque comigo
Chute meu corpo enquanto eu não posso reagir
Quebre algumas costelas, eu quero te ver sorrir
Você parece um anjo enquanto me sufoca
Com as mãos em minha garganta,
Eu posso te ver sorrir
Vou estar embaixo dos teus pés essa noite
Te acariciando e te confortando
Eu quero estar entre seus rins
Em carne eu gosto, eu amo
Meu amor artificial