Agridoce

Sunday, September 25, 2005

é...

Tranquei minha respiração e parei inerte no ar
mergulhei meu corpo num turbilhão de pensamentos insanos
aquilo ainda ecoava no meu ouvido
eu podia sentir tudo aquilo, mas não podia tocar
aquelas vozes, me diziam algo, eu não entendia
aqueles corpos, me tocavam, mas eu não tocava neles
eu via aquele sangue, os corpos que ali jaziam
mas... eu não estava lá
me deu um frio na barriga
derrepente vi meu corpo nu
no meio duma floresta
ali, deitado...
suando no inverno
meu garotinho já estava crescendo
o indio que eu roubei na feira, não seria mais tão util
pena pelos dentes que eu arranquei dele
pra que ele pudesse sentir melhor meu gosto
agora tenho que devolve-lo
ele era tudo que eu precisava, naquela hora
tenho que ser franco com ele
vai ser dificil
mas será só mais um adeus...
ele me abandonou
e meu corpo ali ficou
sim, eu estava perdido
mas eu sabia pra onde ir
eu podia correr em circulos
era o que eu queria
mas agora eu quero voltar pro começo
de onde a minha alma saiu?

Friday, September 23, 2005

sanguenonariz

enquanto estou postando, estou com um algodão no nariz... a pouco tempo meu nariz tava sangrando, enquanto eu tava falando com a Morgana no msn... acho que foi culpa dela hehehehe, capaz, a moga é um anjo...


bom, esse texto eu escrevi hoje (é, me veio a inspiração) no recreio, enquanto um trilhão de pensamentos rondavam minha cabeça...



então:



Tantos pensamentos na minha cabeça, mas nenhum faz coerência ao outro,
e, quando vou passar pro papel, cadê eles?
Pois bem, o corpo é uma prisão. Uma prisão obrigatoria.
Não posso fazer vivos e concientes todos meus pensaments, mas posso pensa-los.
Um de cada vez, esquecendo o próximo.
Eles estão lá, pra quando eu quiser ou precisar. Sempre estarão.
Voltando a prisão...
Será que existe algum meio de libertar a alma do corpo? Talvez.
As vezes me sinto assim, "livre", quando escuto uma música que me faz parar, inerte,
ou quando vejo uma pintura, algo assim. Mas isso seria uma liberdade natural? Não sei dizer.
Geralmente quando se está apaixonado, nos sentimos "leves". Mas creio que isso não é liberdade
(muito pelo contrário), aquela que todos buscam.
Alguns tentam fazer de artifícios liberdade, mas acabam se tornando escravos do mesmo.
Escravos de si.
Será que algum dia, alguém ou alguma coisa nos trará a liberdade?
Falam de um tal Deus, que eu nunca vi, mas muitos acreditam na sua existência, logo, ele existe.
Pois bem, se não acreditassem, não existiria (lógico). Essa lógica vale pra existência do Diabo.
Tantas religiões acreditam nele, logo, ele existe (pra eles).
Ele também pode ser considerado uma fuga.
Por que eles errariam? Eles, filhos de Deus? Culpa do Diabo.
Todos procuram um meio de fugir de seus erros. Todos. Logo, todos erram.
Algum dia existiu ou existirá um ser que nunca erra? Perfeito? Não acredito.
Isso depende do ponto de vista de cada um. Certo e errado.
Então ele é só um cara errado. Não é perfeito. Não é livre, é mais um escravo de si.
Na real, todos são escravos e ninguém é livre e é isso aí.
O recreio acabou, de volta a aula de geografia...


aham

mudanças...

é... o blog agora parece estar mais alegrinho... espero que o cara a quem vos escreve também fique assim por mais um tempo... falei com ele hoje manhã, ele parece estar bem (não sei se por muito tempo).

*pensando em algo pra postar...

...


vou tentar...


uhhh são quase 19 horas, tenho que ir pra escola, quem sabe amanhã escrevo algo?
eu até tava inspirado (ah sim, como não...) mas sabe né... todos tem seus motivos pra ir pra escola... alguns tem que ver os amigos (pegar uma grana emprestada talvez), outros vão pra comer o lanche da cantina (que por sinal, até que é bom) tem uns que até vão pra estudar, são raras as excessões.
Mas como eu sou um cara que não gosta de fugir, tenho uns minutos pra escrever, 19 horas eu vou pro banho e 19:15 saio de casa, mais ou menos, quem sabe ainda pego a primeira aula de Espanhol. Grande professor Carlos, é o cara.
19 horas, é vou embora...
eu juro postar mais vezes, blog "novo", vida... atrasada...


aham